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Didier Eribon e o sujeito em devir: notas sobre Retorno a Reims.

  O que primeiro chama atenção em um livro? O título? A capa? A forma como se apresenta ao toque? Talvez a espessura que pesa nas mãos, a cor, o brilho, o nome do autor. Talvez tudo isso. Talvez nada disso. Em Retorno a Reims , há um chamado que ultrapassa a aparência, que rompe com a superfície das coisas e nos arranca uma atenção que não se dá pelo sonho ou pelo delírio, tampouco pelas mentiras que contamos uns aos outros. Há, antes, um apelo ao sujeito que se expõe, que se oferece ao leitor ao narrar sua vida, sua infância, sua angústia. Ler Eribon foi me aproximar deste homem quase ao ponto de tocá-lo. Folheei o livro entre noites e dias dos últimos meses, como quem acompanha um corpo que se abre lentamente. E aqui estou, tentando dizer algo sobre essa obra do filósofo francês Didier Eribon. Com certa ingenuidade, apressei meus passos na leitura, desejoso de entender o que o autor tinha a dizer. Sua escrita, tão vivida, revela uma autobiografia contemplável e também assustado...

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