Epistemologia: uma introdução elementar.
Pouco se sabe sobre conhecimento, como o adquirimos e se é possível alcançá-lo. A disciplina que estuda essa natureza tão presente em nossa realidade se chama "Epistemologia", conhecida como teoria do conhecimento. É nela que encontramos possíveis respostas a essas questões e onde podemos embarcar em uma busca convicta aos elementos do conhecimento. E adiante analisar os tipos de conhecimento; o que o ceticismo tem para nos mostrar; se é possível o conhecimento de outras mentes e quais são as fontes do conhecimento.
A epistemologia é a disciplina que estuda a natureza do conhecimento, se preocupando primariamente em como interpretar o seu conceito e seus elementos. Ou seja, é a disciplina que tem como tarefa explicar o que é possuir conhecimento e o seu conceito de uma perspectiva absolutamente geral. Ademais, ela é tradicionalmente distinta de outras disciplinas que também estudam o conhecimento. Mas essas operam suas investigações de modo empírico, a saber, a pedagogia que estuda como adquirimos conhecimento, as ciências cognitivas que estudam os processos que acontecem no nosso cérebro e a sociologia que estuda como o conhecimento afeta as nossas relações sociais.
O conceito tradicional de conhecimento é: crença verdadeira justificada. Essa definição surgiu com Platão e percorreu toda a história da filosofia, até ser colocada em questão pelo chamado problema de Gettier. Edmund Gettier (1963) colocou por terra a ideia do conhecimento tradicional e apresentou uma objeção à definição de conhecimento que foi eficaz. Gettier apresentou contraexemplos que mostraram que é possível que um sujeito tenha uma crença verdadeira justificada, mas não tenha conhecimento. E ainda, que conhecimento não é analisado em crença verdadeira justificada. Tais suposições são feitas:
A questão: será que temos algum conhecimento? Tem sido um problema estudado por historiadores e pelo ceticismo (ramo da epistemologia). A saber, os céticos são aqueles que defendem a posição de que não temos conhecimento algum e eles podem se basear em vários argumentos diferentes. É nesse espaço que encontramos os problemas céticos que vão funcionar como um teste em que avaliamos as nossas intuições epistemológicas.
Esses argumentos nos mostram três visões: a primeira é que muitas das nossas crenças não passam de meras opiniões e essas opiniões podem não serem convincentes, ou seja, tudo que advém de uma opinião não pode ser considerado conhecimento; a segunda é a ilusão dos nossos sentidos, que diz que nenhuma crença baseada em nossos sentidos (visuais, auditivas ou outras) está adequadamente justificada; e por fim a regressão infinita da justificação que apresenta o caso de que podemos sempre justificar umas crenças com outras crenças, e esse processo de regressão infinita acaba por nos deixar sem qualquer ponto de sustentação.
Dado a apresentação da visão do cético, chegamos ao problema exposto "o conhecimento é possível?". No que concluo que o conhecimento é possível, visto que a epistemologia apresenta o conceito e os elementos dos tipos de conhecimento, nos levando a pensar sobre inúmeras ocasiões em que estamos obtendo conhecimento, assim como justificando nossas crenças com base nele.
No que concerne o conhecimento de outras mentes, encontramos um amplo espaço de debate que se locomove por teorias e teses sobre o conteúdo mental entre o "eu" e o "outro". O conhecimento de outras mentes é bastante diferente do conhecimento que temos sobre o nosso próprio conteúdo mental. Um exemplo desse conhecimento se encontra na situação seguinte: quando você está conversando com alguém que responde rapidamente e que olha no relógio frequentemente, você sabe que essa pessoa está com pressa. Logo, tudo que você pode fazer é observar o comportamento das pessoas e a partir disso inferir que elas estão em certos estados mentais específicos. Dessa forma o meu acesso ao conteúdo mental de outras mentes é falível, visto que há uma barreira intransponível entre minha mente e a mente do outro, uma posição que recebe o nome de solipsismo (a ideia de que há apenas uma única mente: a minha).
Em continuidade, há várias fontes de conhecimento relacionadas com as chamadas faculdades da alma ou do espírito humano. A saber: os órgãos dos sentidos, memória, a imaginação, a razão e a intuição. Na filosofia encontramos a razão e a experiência, no que diz respeito a priori e a posteriori – tais conhecimentos são adquiridos por processos distintos, meios pelo qual podemos obter conhecimento pela experiência ou pela razão.
Apresentado a epistemologia em sua gama de problemas e teorias, se conclui que a mesma opera uma função de extrema relevância em todas as áreas do saber. Expondo um conceito amplamente aceitável do conhecimento que produz elementos distintos no espaço teórico.
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Referências
Epistemologia: uma introdução elementar [recurso eletrônico] / Giovanni Rolla -- Porto Alegre, RS:Editora Fi, 2018.
Pintura a óleo ´Aspásia rodeada de filósofos gregos`, de Michel Corneille.
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